GT 6. Corpo da pesquisa: atravessamentos e posicionalidades entre etnografias possíveis e impossíveis
Coordenação: Ana Clara Sousa Damásio dos Santos (PPGAS/UnB)
Andreza Carvalho Ferreira (PPGAS/UnB)
A etnografia é construída por um corpo que esteve em campo, carnes e ossos atravessados por seu gênero, classe, raça, sexualidade, dentre outros marcadores sociais da diferença. Um corpo com história, limites e possibilidades que se posiciona ao existir e também é posicionado ao ser visto, ouvido e percebido. O presente GT almeja receber textos que considerem como atravessamentos, posicionalidades e intersecções afetaram (ou não) etnografias. São bem-vindas contribuições que reflitam trabalho de campo, campo, etnografia e biografia a partir das discussões de gênero, classe, raça, sexualidade, relações de poder, geração, escolaridade, educação, interseccionalidade, dentre outros. Procuramos vislumbrar como etnografias e trabalhos de campo são possíveis, ou não, através da posição de um corpo. Quais os limites e/ou as perspectivas dos corpos produtores de etnografias? Como a partir de um corpo, sua posicionalidade em campo e seus atravessamentos a etnografia, o trabalho de campo e a antropologia em um sentido mais amplo são feitas? Enfim, com o presente GT será exequível descortinar como diferentes corpos e diferentes posições revelam possibilidades e impossibilidades de pesquisa.
TRABALHOS APROVADOS
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Adentrando o “campo minado”: efeitos, dilemas e tensões na (co)produção de posições e saberes situados - Ana Carolina Braga Azevedo (USP)
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Quando o “corpo pesquisador” e o “corpo lésbico” se encontram: experiências de pesquisa em gênero e sexualidade sendo uma mulher lésbica - Maria Alice Magalhães da Silva Batista (UFMG)
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Campo dentro, campo fora: inscrições etnopsicanalíticas em etnografia - Juliana Barros Brant Carvalho (USP)
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O Candomblé e os seus afetos: as narrativas dos homens negros do Ilé Maroketu Asé Ominarè - Thiago Rodrigues Costa (UNESP)
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A escuta da imagem em um estudo Etnopsicológico - Mariana Seno Flores (USP)
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Sobre ser malae (mas nem tanto), ser mulher, ser pesquisadora e brasileira: notas sobre a construção de dois campos distintos em Timor-Leste - Lucivânia Gosaves da Silva (UnB)
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“Todo hegemônico”: reflexões auto-etnográficas sobre sofrimento, raça e pertencimento entre estudantes de pós-graduação com depressão - Igor Holanda Vaz Arcoverde (UFPE)
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Projeto curas e processos etnográficos cocriados - Gabriela Acerbi Pereira (UFSCar)
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A produção do corpo do antropólogo no trabalho de campo: alianças entre Dança e Antropologia - Renato Muller Pinto (UNIFESP)
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Vazando gêneros: corpo e menstruação em campo - Clarissa Reche (Unicamp)
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“Grupo Black ou grupo de putaria?!” - Alexandre Matheus Ribeiro Junior (UNIFESP)
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Práticas de pesquisa e outras caças na Jureia (SP) - Rodrigo Ribeiro de Castro (Unicamp)
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Nós somos nossos corpos? Identidades étnico-raciais e suas reverberações no desenvolvimento de etnografias - Gilson José Rodrigues Junior (IFRN)